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A
Prece
O uso
da prece entre os homens se faz presente desde que a humanidade adquiriu a
consciência e a razão.
Nos primórdios do reino animal, quando a raça humana conquistava suas
primeiras noções de sentimentos, desde afetividade, satisfação, ódio,
rancor, já sentia no imo de sua alma, que uma força superior a tudo
governava.
Os primatas atribuíam essa força sublime, as intempéries da natureza, como
trovões e relâmpagos, rendendo em seu íntimo culto às atividades naturais
do Planeta.
O Todo Poderoso sempre esteve presente na consciência humana. Ao longo dos
séculos, já com o uso da linguagem convencional, surgiam diversas formas
de oração. Em muitas passagens do Evangelho, temos conhecimento de Jesus
buscando lugares ermos para entrar em comunicação com Deus Pai.
A oração, quando proferida com sinceridade, é muito mais do que palavras
ou sentimentos, é verdadeiro manancial de recursos balsamizantes e
revitalizantes da alma. Ela traz em si o alívio e o remédio eficaz contra
os dissabores e tormentos que a vida por vezes nos traz. Pela prece também
conseguimos reter em nossos corações a esperança e as forças necessárias
para prosseguirmos em nossa escala progressiva. Em sua infinita sabedoria,
o Pai Eterno sabe o que mais precisamos no momento em que oramos; por essa
razão, uma oração quando sincera, jamais ficará sem resposta.
A Doutrina Espírita nos esclarece que a prece é uma transmissão de
pensamentos que nos liga àquele a quem desejamos alcançar, sendo essa
comunicação tanto mais eficaz, quanto mais sincera for a oração. Devemos
fazer da prece hábito constante em nossas vidas, pois enquanto oramos nos
aproximamos de Deus.
Nada traduz melhor o sentido da prece do que essas belas palavras de Santo
Agostinho: "A Prece é um orvalho divino, que destrói o maior calor das
paixões; filha primogênita da fé, ela nos conduz ao caminho que leva a
Deus. No recolhimento e na solidão estais com Deus: para vós não há mais
mistérios, eles se vos revelam. Apóstolos do pensamento para vós é a vida,
vossa alma se desliga da matéria e rola nesses mundos infinitos e etéreos
que pobres humanos desconhecem.”
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