Centro Espírita Seareiros de Jesus

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ESTUDO BÍBLICO

Edição: janeiro/2002 - n° 39 - ano 4   Autor:  Sergio Schmidt

A vinda do Messias Jesus

Lemos no Velho Testamento, da Bíblia, várias mensagens anunciando a vinda do Messias. Ele viria transformar completamente a vida de todos os habitantes da Terra. Encontramos em Isaias, cap. 9, vers. 2: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na Terra, na sombra da morte, resplandeceu uma grande luz”. No vers. 6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu e o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome se chama maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz”. 

E o Messias chegou ao mundo recebendo o nome de Jesus. Da humilde manjedoura onde nasceu, a sua luz, projetou-se pelos séculos afora, iluminando os caminhos da humanidade.

Por quê foi preciso Jesus encarnar-se na Terra? Ele não poderia enviar outros profetas como Moisés, Elias e João Batista?

Sabemos que isto poderia ser feito, mas, perguntamos: Será que conseguiriam executar esta missão da forma como o Mestre Jesus o fez?

Analisando a vida destes profetas, diante das grandes tarefas executadas, vemos Moisés, descendo do monte com as tábuas da lei, onde os Dez Mandamentos estavam escritos, e ao ver o povo judeu dançando, em torno de um bezerro de ouro, não pensou duas vezes, ordenando a matança de cinco mil pessoas, como castigo, pelo crime cometido, embora nas tábuas da lei estivesse escrito: “Não Matarás”. Da mesma forma, o Profeta Elias ordenou a morte de todos os sacerdotes de Baal, pois, adoravam ídolos de pedra. João Batista, o precursor de Jesus, vindo chamar os homens ao arrependimento de seus pecados, através do batismo das águas, achou-se no direito de julgar e condenar os atos do Rei Herodes, sendo preso e degolado.

Enquanto o Deus dos profetas ordenava a morte dos infiéis, Jesus, que veio ao mundo revelar um Deus, inteligência suprema do Universo, todo justiça, misericórdia e bondade, espírito justo e bondoso, dizia: “Ouviste o que foi dito, olho por olho, dente por dente, mas eu vos digo, perdoa setenta vezes sete; ora por quem te persegue e calunia; amai vossos inimigos”.

Somente Jesus, poderia operar curas maravilhosas, limpando leprosos, levantando paralíticos de seus leitos, abrindo os olhos de cegos e aceitar calmamente a ingratidão de seus familiares, dos sacerdotes e escribas e finalmente de todo o povo judeu, sendo por eles rejeitado e crucificado. E do alto da cruz exclamar: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Ainda hoje ecoa em nossos ouvidos aquela voz a dizer: “A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo, mas a paz de Deus que o mundo não pode dar”.

É por isso que no mês de dezembro sentimos com mais intensidade a força deste amor que vibra em todos os corações. Esta alegria, esta paz, poderá ficar o ano todo conosco, basta estarmos em permanente sintonia com os ensinamentos do nosso querido mestre Jesus.  

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