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Edição: junho/2002 - n° 44 - ano 5 Autor: Sergio Schmidt |
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Quando
lemos algumas das passagens envolvendo o povo de Israel, ficamos
intrigados com a proteção indevida que recebiam do Senhor Deus de
Israel, contra os povos considerados seus inimigos. Em Josué, cap. 10,6,
está escrito: “Josué socorre a Gibeom. Os homens de Gibeom
mandaram dizer a Josué : Não retires as tuas mãos dos teus
servos, sobe e ajuda-nos, pois todos
os reis Amorreus se reuniram em peleja contra nós; e disse o senhor a
Josué: não os temas, porque nas tuas mãos os entreguei, nenhum deles
poderá te resistir”. Sucedeu que fugindo os Amorreus das tropas de
Israel, fez o Senhor cair sobre eles, grandes pedras e muitos morreram,
mais foram os que morreram pela chuva de pedras, do que os mortos em
batalha contra Israel.
O
sol e a lua são detidos
Então
Josué falou ao senhor no dia em que o Senhor entregou os Amorreus nas mãos
dos soldados de Israel: “Sol, detenha-te em Gibsom. E tu lua, no vale de
Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo de Israel se
vingou de seus inimigos”.
Que
o povo daqueles tempos acreditasse nessas histórias é até compreensível,
devido à ignorância em que viviam. Mas, com a vinda do Mestre Jesus e
seus ensinamentos, falando de um Deus Amor, criador dos céus e da terra,
e de todos os homens. Fica
muito difícil acreditar numa proteção descabida a um só povo, e ainda
mais fazendo parar o sol e a lua, derrogando leis imutáveis e
universais, apenas para atender o pedido de um homem. Matar os seus
inimigos, até poder aniquilá-los completamente. Foi devido a estas histórias que o povo judeu não aceitou Jesus como o Messias prometido. Eles esperavam um Messias guerreiro com a espada na mão, para liberta-los do jugo Romano. E não um homem humilde filho de carpinteiro, que ensinava o amor aos inimigos e o perdão setenta vezes sete. Foi por isso que Jesus declarou: “A lei e os profetas durarão até João”. |