Centro Espírita Seareiros de Jesus

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ESTUDO BÍBLICO

Edição: novembro/2002 - n° 49 - ano 5  Autora:  Maria Tereza Oliveira Barros

Morte ou Letargia

“Enquanto ainda falava, chegou alguém da casa da Sinagoga anunciando: "Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre?". Ouvindo Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-se ao chefe da Sinagoga: - Não temas, crê, somente.”(Mc  5,35-36)

                Quando lemos essa passagem de Jesus no Evangelho de Marcos, a curiosidade aflora nossa mente. O que teria ocorrido com a filha do chefe da Sinagoga? Teria morrido? Ou foi cometida por uma letargia ou talvez uma catalepsia?

                Em verdade, seja qual for o motivo da sua aparente "morte", alguma coisa ocorreu neste estado de desligamento parcial em que ela se mantinha. É muito comum dizer que os que vão, voltam para contar, entretanto, alguns estudiosos da ciência e as doutrinas espiritualistas, em especial as que lidam com o mediunismo, provam o contrário. O tema vem chamando a atenção de um público cada vez maior, tendo sido, inclusive, alvo de programas de TV.

                Em um desses programas, foram apresentados casos interessantes como o da médica, em que relatam sobre fatos ocorridos no hospital enquanto seu corpo permanecia em estado de quase morte ou da sua visita à avó numa localidade distante, sendo percebida (mediunicamente) pela mesma, quando lhe informava sobre seu estado físico.

                As explicações da ciência oficial (ainda não completamente demonstrada) sobre a estimulação de áreas cerebrais, com a liberação dos neuro-hormônios que provocariam as sensações e ilusões ou alucinações relatadas pelos pacientes em "experiência de quase morte", não são argumentos suficientes para anular a realidade da existência do espírito. A essência espiritual é a condutora da vida e o corpo é um simples instrumento de manifestação. Essa regência é feita de forma harmônica, por meio de mecanismos geneticamente, sobre a orientação dos espíritos que cuidam da reencarnação e às vezes, por este processo (reencarnação) que não fogem às leis naturais, mas que são, antes de tudo, efeitos da causa anterior, o espírito.

                Segundo Dr. Raymond Mood Jr., em sua obra best seller, "Vida Depois da Morte", de posse de uma série de relatos sobre o fenômeno da quase morte, ele chegou a seguinte conclusão, quanto aos seus trâmites: "Um homem está morrendo e quando chega ao ponto de maior aflição física, ouve seu médico o declarando morto. Ele começa a ouvir um ruído desagradável, um zumbido alto ou um toque de campainhas, e ao mesmo tempo, sente-se movendo rapidamente por meio de um túnel longo e escuro. Depois disso, se encontra fora de seu corpo físico e vê seu próprio corpo à distância, como se fosse um espectador, e aí, ele se acalma e se acostuma a sua estranha condição, observando que ainda tem um corpo, mas de natureza diferente da do corpo deixado para trás.

                Surge, de repente, uma espécie de "visão panorâmica" (tratada por Ernesto Bozzano). O paciente assiste a uma espécie de filme sobre os principais acontecimentos de sua vida terrena e vê apenas o que lhe marcou efetivamente sua existência.

                Alguns médicos atribuem o fenômeno da quase morte como estados alucinatórios ou então fruto de imagens liberadas pelo cérebro. Já, os religiosos e cientistas tentam encontrar causas miraculosas ou de ordem cerebral ditando concepções absurdas.

                Enquanto isso, o espiritismo, silencioso, observa esse degladiar entre a religião e a ciência na tentativa de decifrar os segredos da existência humana.

                Jesus ensinou para a humanidade de que os mortos não voltam porque jamais partiram.

(Fonte: Revista Visão Espírita  Dez/1998  Carlos Bernardo C. Souza)

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