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Centro Espírita Seareiros de Jesus |
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| ESTUDO BÍBLICO |
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INFORMATIVO PEIXINHO VERMELHO: setembro/2003 - n° 59 - ano 6 Autora: José Geraldo Carvalho |
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Conhecendo a Bíblia Para que possamos entender o que lemos na Bíblia, faz-se necessário que conheçamos um pouco mais sobre o os personagens, os lugares, as leis, os costumes, etc. tudo o que nos leve a um entendimento mais racional dos acontecimentos, pois temos provas de que muito do que lá consta não poderia ter se passado da forma como é descrito, ou mesmo nem ter existido tal fato. Como a Bíblia é considerada a palavra de Deus por muitos, o raciocínio fica limitado à fé cega, e fatos absurdos são aceitos como verdadeiros.Outros têm a Bíblia como livro sagrado, ou seja não se pode haver contestações. Dentro deste quadro vale a pena lembrarmos que em II REIS (2:23-24) que narra o episódio dos meninos de Betel, em que o profeta Eliseu subindo a estrada, "e um bando de meninos saíram da cidade e começaram a fazer troça dele, gritando:Vem subindo, seu careca! Vem subindo, seu careca". Eliseu se virou e quando viu os meninos, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Então saíram duas ursas do mato e despedaçaram 42 destes meninos". E calmamente o profeta se dirigiu ao monte Carmelo e de lá voltou a Samaria. Isto é somente uma citação dentro das milhares que podem ser relatadas, onde um Deus é apresentado de forma parcial, vingativo, extremamente vaidoso e por momentos com um tamanho ódio suplantando por vezes muitos homens cruéis na terra, sendo ultrapassado pela bondade de muitos outros de seus filhos. Chama-se Pentateuco a coleção de cinco livros que formam o cerne bíblico. Os antigos deram o nome de Tora( que significa, a Instrução, a Lei) porque em sua parte principal continha textos legislativos inseridos numa moldura histórica. Os cinco livros do Pentateuco são: O Gênesis (livro das origens), o Êxodo (cujo assunto principal é a saída do Egito), o Levítico(coleção de prescrições rituais relativas ao culto público e privado), os Números (narrações da permanência dos hebreus no deserto) e o Deuteronômio (coleção de discursos e de exortações à fidelidade para com Deus pela observância de seus mandamentos). Um exame mais crítico mostra que no Pentateuco estão recolhidas tradições narrativas e legislativas que vão desde a época dos patriarcas (séc XVIII a.C.) até o tempo de Esdras (séc.V a.C). Costuma-se distinguir quatro diferentes ciclos de tradições, denominadas: Javista, Eloista, Deuteronomista e Sacerdotal. A fonte Javista caracteriza-se pelo uso do nome Javé. Sua linguagem é concreta, imaginativa e o conceito de Deus é antropomórfico, isto é, Deus é alguém que age como homem, está próximo e convive com o homem (Gêneses 2-3) O Eloista é assim chamado porque designa a Deus pelo nome de Eloim, reservando o nome Javé só para depois da revelação a Moisés (Êxodo 3). Sua concepção de Deus é mais espiritual, donde a necessidade de recorrer a figuras de intermediários, como anjos e profetas, ao falar da comunicação de Deus com o homem. A fonte Deuteronômica se restringe quase unicamente ao Deuteronômio. Seu estilo é oratório, caracterizado por fórmulas estereotipadas, como "ouve Israel", "o senhor teu Deus", "o país onde corre leite e mel", etc., e insiste na centralização do culto em Jerusalém, na eleição gratuita de Israel e no amor de Deus. A fonte sacerdotal gosta de genealogias, cronologia, números e sua linguagem é repetitiva e monótona. Sublima claramente a transcendência e a soberania divina sobre a criação. Embora esteja presente em todo o Pentateuco, se identifica sobretudo com levíticos, onde se expressa de modo especial o seu marcado interesse pelo culto. Até a próxima edição e que Jesus nos abençoe. |